Dia 5 de maio de 1991 foi decretado pela organização Mundial de Saúde
O Dia Internacional da Parteira
Parteiras, doulas, mães, pais, ativistas saíram de casa em vários lugares do Brasil, na última quinta-feira para homenagear o parto humanizado e estão representadas pelas meninas que coloriram os cartazes das marchas das 7 cidades e vão mostrar aqui essa festa pelo Brasil
As Marchas além de comemorarem o dia da parteira também marcaram o primeiro passo RUMO AO VII COBEON -
Belo Horizonte – M.G.
A comemoração em B.H. foi no Hospital Sofia Feldman e despertou até a atenção da mídia do Hoje em Dia e outros jornais falaram do tema parto normal X cesariana.
São Paulo – Capital
As obstetrizes da Each USP fizeram um dia inteiro de atividades na faculdade com workshops e palestras.
No final do dia a Marcha das Parteiras reuniu mais de 100 pessoas que fizeram o maior barulho e abraçaram o prédio da faculdade, quem relatou foi a Nadia Zanon Narchi que nos mandou as fotos e #rumoaocobeon.
Marcha em Cananéia – São Paulo
A Bianca Lanau nos contou que em Cananéia a Marcha começou de bike e todos chegaram pedalando pra uma roda de conversa.
A parteira tradicional Cleusa dos Reis entrou na roda numa prosa sobre o nascimento, práticas, uso de ervas e cuidados com a gestante, depois todos viram os filmes “Dia de Nascimento” e “O mundo Nasce no Ritmo do Coração”, ambos de Naoli Vinaver. O Leandro Cagiano registrou o encontro.
Em Cananéia também fizeram uma exposição de fotos da rede Parto do Princípio com 19 imagens de mulheres após o parto e seu contato com o bebe. #rumoaocobeon
Sorocaba – São Paulo
A Gisele Leal tem um blog que se chama Mulheres Empoderadas e organizou um Marcha de Parteiras em Sorocaba que deu o que falar…
Além de movimentar a cidade elas movimentaram a mídia, saiu uma matérias no SBT e no jornal da cidade também, quem saíu ganhando foram as mulheres de lá que conquistaram o maior espaço pra discutir o tema e #rumoaocobeon
Brasília – DF
A parteira Paloma Terra foi a mentora da campanha da Marcha das Parteiras de Brasília foi ela quem propôs de fazermos um cartaz e depois estendemos essa idéia pelo Brasil.
A Marcha durou a manhã toda, desceu a Esplanada dos Ministérios e foi até a Praça dos 3 poderes.
Teve muita repercussão também, além das parteira tradicionais e parteiras certificadas, muitas ONG, políticos e ativistas na marcha.
Mais de 300 pessoas participaram da marcha mas ela foi vista por uma mídia muito grande, segue a matéria do Correio Brasiliense
Caruaru – Pernambuco
A Marcha de Caruaru no marco Zero da cidade é tradicional, há anos a Associação de Parteiras organiza um grande encontro, esse ano bateu recorde mais de 1000 pessoas participaram.
A notícia foi amplamente divulgada e documentada. o Globo Rural prestigiou novamente as parteiras, locais, outros jornais como +ab, Abtv,plenário e sites de Sergipe também, confira aqui
Encontrei várias parteiras queridas que já tinham sido entrevistadas pelo Projeto Mães da Pátria, até a parteira do Oiapoque estava presente.
Cartazes, faixas, camisetas, todo mundo uniformizado e agradecidos a Fundação Procurador Pedro Jorge que acreditou na Marcha
Quem disse que é fácil organizar uma Marcha em Brasília? Quando cheguei na cidade a Paloma Terra, a parteira idealizadora da Marcha em Brasília estava correndo de um lado para outro com documentos de permissão para o evento, até o IPHAN teve que permitir. Em contra partida batedores da policia, de motocicleta, foram disponibilizados para nos acompanhar. Eles também ficaram emocionados, um deles nos disse que seu filho também nascera de parteira
II A Marcha das Parteiras -
A festa do nascimento no Congresso Nacional
Saímos do Ministério depois das 10:00, duas faixas da avenida da Esplanada ficaram interditadas até a Praça dos 3 Poderes ,
a alegria contagiou quando os tambores começaram a marcar ritmos da nossa “terra brasilis” puxados pelo grupo de parteiras e a turma de Pirinópolis liderado pela Daraína que cantou e encantou todo mundo.
Parteiras Certificadas, Parteiras Profissionais, Parteiras da UNB, Parteiras Tradicionais,
doulas, mães, pais, bebes, o grupo de gestantes e paridas do HUB
a Rehuna, Anep, Mães da Pátria, Ishtar, ongs, associações, ativistas, simpatisantes
todo mundo em festa no caminho pela humanização do parto e nascimento.
Pra mim, Bia Fioretti, foi especialmente emocionante essa passagem pela lateral do Congresso, há 4 anos levei 180 fotografias de parteiras do Basil na exposição Mães da Pátria, pra dentro do Congresso Nacional
e hoje estávamos ao vivo do lado de fora com uma comitiva de mais de 300 pessoas.
III A Chegada na Praça dos 3 Poderes – a Apoteose
Nesse momento a Sonia Terra observou uma sincronia incrível enquanto as parteiras chegavam à praça pelo lado direito da praça, o 1º Regimento de Cavalaria de Guardas (1º RCG), oficialmente denominado como Dragões da Independência, entravam pelo lado esquerdo.
A presidente Dilma foi para a porta do Palácio do Planalto para receber o presidente alemão em visita oficial, que chegava no mesmo instante, enquanto esperava ela certamente podia ver de longe a movimentação das parteiras, sentir a festa e nossa energia.
Se de um lado o som era fanfarra de marcha militar do outro lado o som era de uma farra de parteiras, com músicas folclóricas, ciranda brasileira e uma revoada de pombos.
A Paloma fechou a roda, prestou homenagens, agradeceu a todas as comitivas.
(A Silvéria das mais animadas, ficou com o cartaz na mão a marcha toda)
de forma contagiante
mesmo com a fanfarra da infantaria ao fundo
e cada um ao seu modo
brindou com emoção ou leite materno
O final da marcha foi ao som de 3 lances dos canhões (para o presidente alemão) como uma explosão de ruídos de um parto (veja bem, um canhão não parece com o período expulsivo de um parto?) e muitas palmas.
No próximo POST desse Blog a festa continua com o almoço para as parteiras pelo do Dia da Parteira promovidos pela Ong Oca do Sol
Belo Horizonte aderiu a Marcha das Parteiras, o encontro será na frente do Hospital Sofia Feldman às 17:00h.
A Marcha Internacional das Parteiras iniciou com uma proposta do American College of Nurse Midwife, uma associação de parteiras norte-americana, rumo ao 29th Triennial Congress of the International Confederation of Midwives (ICM), em Durban, África do Sul.
Nós, no Brasil, teremos um congresso importantíssimo em Belo Horizonte, nos dias 6, 7 e 8 de julho de 2011, o VII Congresso Brasileiro de Enfermagem Obstétrica e Neonatal – VII COBEON promovida pela Associação Brasileira de Obstetrizes e Enfermeiros Obstetras – ABENFO Nacionalem parceria com a ABENFO-MG, com a participação estimada de 1.200 a 1500 congressistas ( as inscrições ainda estão abertas e o congresso é imperdível)
Então decidimos que a Marcha das Parteiras do Brasil será o primeiro passo rumo a Belo Horizonte, ao Cobeon, o nosso congresso. As outras marchas, de Brasília, São Paulo, Cananéia também integrarão o início desse grande encontro.
Dia 5 de maio, dia internacional da parteiras, sugerimos a todas as mulheres simpatizantes a causa da Humanização do Nascimento iniciar a marcha das parteiras a partir da porta de sua casa, integrar a caminhada da sua cidade e convidar a todas a nos encontrar em Julho no Cobeon.
Vamos lá, mesmo que vc não integre a marcha dedique esse dia a causa da humanização e saia de casa com essa intenção!
Quarta feira, 27 de abril, foi inaugurada a exposição sobre as parteiras da Amazônia de Stephanie Pommez no SESC Pompéia em São Paulo.
“…E não há melhor resposta
que o espetáculo da vida:
vê-la desfiar seu fio,
que também se chama vida,
ver a fábrica que ela mesma,
teimosamente, se fabrica,
vê-la brotar como há pouco
em nova vida explodida;
mesmo quando é assim pequena
a explosão, como a ocorrida;
mesmo quando é uma explosão
como a de há pouco, franzina;
mesmo quando é a explosão
de uma vida Severina.”
João Cabral de Melo Neto (Morte e Vida Severina)
Painéis verde escuro pendurados balançam em movimentos sutís, um riacho de água doce corrente desenha o piso da exposição e com a inspiração desse texto já dá pra sentir o clima da abertura da exposição. um suspiro…….
Ao percorrer os labirintos de imagens e perceber a luz dos olhares das parteiras da Amazônia vc sente a pureza da simbiose do homem com a natureza. Nada mais natural do que uma criança nascer, como os frutos de uma árvore e pelas mãos de uma sábia anciã.
De repente uma sala de vídeo e descubro que o filme fala sobre D. Dorca, a parteira que faleceu há 1 ano exatamente, no dia 5 de maio, dia da parteira. D. Dorca já havia sido homenageada pelo grupo Cururumim, de Pernambuco, que relatou a importância dela na comunidade e na história da parteria brasileira. Depois a parteira também foi homenageada na III Conferência da Rehuna em Brasília, eu mesma palestrei na sala que levava seu nome.
O documentario de Stephanie Pommez mostra D. Dorca partejando e a mantém viva, além dos limites da selva amazonica. mais suspiros!
Depois encontrei várias citações e fotos de D. Dorca e de outras parteiras especiais, algumas delas, do Amapá, eu já conhecia.
Enfim, foi um momento que o Movimento de Resgate da Essência do Feminino através das Parteiras “Mães da Pátria” encontrou as “Mães de Umbigo” e a fotografa e documentarista que trouxe a luz dos nossos olhos parteiras das nossas matas, tão importante quanto os nossos frutos e sementes.
Sábado dia 30 de maio, Paula Vianna do Curumim estará em São Paulo para uma roda de conversa com a autora no SESC Pompéia, a entrada é gratuita e muito gratificante, é o espírito da selva amazônica trazendo ALMA pra selva de pedra paulistana. #valeadica
A exposição Mães de Umbigo: de 26 de abri a 26 de junho de 2011, o SESC Pompeia – rua Clelia 93 São Paulo-SP
De 3 em 3 anos a American College of Nurse Midwife, uma associação de parteiras norte-americana, organiza um encontro internacional de parteiras (isso mesmo fora do Brasil essa profissão é reconhecida e respeitadíssima). Esse ano o 29th Triennial Congress of the International Confederation of Midwives (ICM), será de 19-23 junho, em Durban, África do Sul.
5 eventos estão sendo planejados em todo o mundo para chamar a atenção para: “A morte desnecessária de mães e seus bebêse as parteiras que trabalham para salvar suas vidas” e uma grande marcha foi proposta
A propostas é: cada parteira ou ativista da humanização iniciar a sua marcha a partir da porta de sua casa e, uma a uma, se encontrar na marcha da sua cidade, no mesmo dia, todas unidas com o mesmo propósito. Esse convite foi estendido pras parteiras de todo mundo, no Brasil a iniciativa foi da Paloma Terra, de Brasilia, que me propôs fazer o cartaz de divulgação.
A inspiração começou com o globo utilizado no cartaz internacional e por sugestão da Paloma uma marcha de mulheres que se transformou em ciranda de mulheres, gestantes, mães com bebe, parteiras e doulas, todas as mulheres ao mesmo tempo.
As alunas e professoras da faculdade do curso de obstetriz da Each USP também decidiram fazer um grande abraço na faculdade e participar dessa marcha.
As parteiras Tradicionais de Caruaru, Pernambuco também então nessa corrente e vão se encontrar no marco zero da cidade.
O que é interessante é;
• A Marcha de Brasília (por iniciar no Ministério da Saúde até a praça dos 3 poderes) integra o lado Político com as Parteiras Tradicionais e Diplomadas, Mães que viveram a experiência do parto com parteiras todos na luta pela humanização do Parto.
• A Marcha de São Paulo representa o lado acadêmico, das parteiras com formação Profissional na luta da preservação do curso de obstetriz em prol da humanização do Parto.
• A Marcha de Caruaru representam as parteiras Tradicionais na luta pelo reconhecimento na humanização do Parto
MAIS MARCHAS NESSA SEMANA
Várias parteiras do Amapá participarão da marcha de Brasilia, por isso ganharam um pin que representa seu estado.
A Marcha de Cananéia é organizada pela Bianca Lanau e as meninas do blog Parto no Brasil e é um encontro de ativistas
Sorocaba é uma cidade perto de São Paulo e essa marcha será organizada pela blogueira Gisele Leal que tem um trabalho de humanização no seu blog Mulheres Empoderadas
Vamos nos UNIR e integrar essa grande corrente!
* Se alguém quiser organizar uma marcha na sua região entre em contato comigo que eu adapto o cartaz com uma cor diferente, pra sua cidade com data e local e a sua marcha será representada com outro “pin”, da cor do seu cartaz no mapa do Brasil, depois você manda uma foto para ser colocada nesse blog e enviaremos pra marcha internacional das parteiras.
* As imagens desse cartaz estão liberadas (em 2011) pra divulgação sem permissão prévia, arraste o Jpg para o seu desck e divulgue nas suas redes sociais.
® os direitos dessa foto exclusivo do Mães da Pátria - não pode ser reproduzida
Bem vinda Janet Balaskas
ao projeto de Resgate da Essência do Feminino, Mães da Pátria
Conheci Janet Balaskas em São Paulo, em 2011, ela é uma educadora perinatal inglesa, instrutora de yoga e parto ativo reconhecidíssima, dirige um Centro para o Parto Ativo em Londres e é fundadora do Movimento Internacional pelo Parto Ativo, ativista nas práticas da maternidade e na educação internacional das parteiras.
Como objetivo desse blog é mostrar estratégia motivacional das mulheres que trabalham na humanização do nascimento, aproveito esse espaço pra trazer a filosofia do Parto Ativo que ela traz cheio de metáforas poéticas, ela demostrou como criar o vínculo entre o processo de fisiológico do nascimento e a natureza.
ANSIEDADE COM A DATA DO PARTO – é um grande inibidor para o parto tranquilo, a pressão da data provável sugerida pelo médico e pela família angustia muito a gestante. “O trabalho de parto seeeempre vai começar, entre 37 a 43 semanas, o dia chega e o bebe nasce quando estiver pronto! A grávida tem que esquecer esse calendário de papel e se concentrar no calendário do seu corpo. O parto ativo não é só um conjunto de posições é uma conduta, uma filosofia e uma forma de conexão.
muita harmonia e emoção no workshop
A natureza não sabe nada sobre traumas, a mãe precisa de um ambiente tranqüilo, ficar numa posição que favoreça um caminho mais fácil para o bebe sair do seu corpo e chegar ao mundo num ambiente de paz
A obstetrícia tem que ser usada pra evitar traumas
• Fisiologia do corpo da mulher - O formato da pélvis (a bacia) e igual ao funil, sem a parte da frente
“Como é que podemos passar algo pelo funil se ele tiver deitado? No parto horizontal (deitado ou recostado), a cada contração do útero ele tenderá fazer um movimento pra frente, quando a gestante estiver deitada esse movimento será ao contrário, pra dentro do corpo, cerca de 5 kg estará sobre o abdômen, a respiração da mãe ficará difícil, o fluxo sangüíneo na placenta diminuirá e gerará estress fetal.”
1º regra do Parto Ativo é o osso do Sacro (Coccix) ficar livre – isso quer dizer a mulher ficar na posição vertical.
A cabeça do bebe é a coisa mais pesada do corpo dele e tem o papel importantíssimo de AMACIAR o caminho para o parto.
• Contração: é uma palavra associada a dor, ela tem um sentido de algo duro, enquanto as contrações do parto são para amolecer colo do útero, deixa-lo cada vez mais MACIO. Ao invés de contração a Janet explica que a mãe receberá ONDAS e cada vez com mais ENERGIA , elas vão ajudar a amaciar e abrir o seu corpo, lentamente, como uma flor.
A gestante precisa criar sintonia com o seu corpo, nadar a favor dessa corrente, será preciso atravessar um OCEANO DE ENERGIA, não dá pra prever quantas ondas serão, mas no final da travessia a mãe encontrará o seu bebe. O bebe também estará atravessando o mesmo oceano e pra ajuda-lo nessa viagem ele precisará de serenidade e força pra sair do universo da água (bolsa) e conquistar o ar, em terra firme.
As primeiras ondas começam acomodando lentamente e profundamente o colo do útero que ficará cada vez mais macio, como um elástico que vai laceando O início desse trabalho é um aquecimento pra mãe e o bebe, é o início da conexão de um encontro esperado há 9 meses.
essa foto é só um exemplo, de como o bebe passará pelo colo do úteto
O colo vai ficando fino, mole, laceando cada vez mais até ficar pronto pra se abrir e deixar lentamente a cabeça do bebe passar por ele (como se a criança vestisse uma gola role). Ao se abrir, o colo passará pela cabeça do bebe e subirá gradualmente, o bebe terá que passar por duas camadas, o colo e a vagina. Quando a metade da cabeça (na altura das sobrancelhas) terá saído do útero ele estará num espaço entre o colo e a vagina, como um átrio, entre os dois mundos. O bebe terá reflexos de empurrar e sair, ele movimentará as pernas, mexerá os braços pra se desentalar.
Quanto tempo o útero demora pra se abrir? Depende do estado de paz e felicidade da mãe, qualquer ameaça ou medo fará com que a mãe se assuste e se contraia. Esse é um impulso animal, a fêmea que tem medo de uma presa atacar o filhote, produz adrenalina que inibirá a oxitocina, o trabalho de parto cessa, inibe todo o processo pra uma fuga . Por isso a gestante ela precisa de paz, segurança e tranqüilidade pra parir.
eu ganhei essa flor ( chama lanterna chinesa) semana passada, e me encantei com a forma dela se abrir
O colo do útero é como uma flor, muito sensível que se abre no interior do corpo, cada flor tem seu tempo e não pode ser apressada.
A gestante tem que sentir a mãe natureza dentro de si é ela que guiará essa viagem, a onda de energia tem que fluir e descer pelo seu corpo, ela tem que deixar essa sensação expandir até os seus dedos do pé, soltar o quadril pro bebe encontrar o caminho mais fácil e traze-lo cada vez mais perto.
O segredo é inspirar, levar esse oxigênio pro bebe e expirar devolvendo o ar pra terra.
A magia acontece ao repetir, no seu interior, esse mantra lentamente
MEU CORPO SABE PARIR
MEU BEBÊ SABE COMO NASCER
MEU BEBÊ SABE QUANDO NASCER
MEU BEBÊ ESTÁ DESCENDO
MEU BEBÊ ESTÁ DESCENDO FACILMENTE E COM SUAVIDADE
MEU CORPO ESTÁ SE ABRINDO
Quando a mãe e vê o bebe, ambos estão com as pupilas dilatadas da tanta adrenalina do esforço da travessia do final do parto, o ideal é o contato pele a pele, o bebe deve ser colocado no ventre e ele caminhará até o peito, assim a mãe pode voltar a produzir a oxitocina, eles se apaixonarão e ela oxitocina será necessária para estimular a placenta a sair.
apesar do bebe ser de pano todo mundo entrou no clima
Nesse momento de paz e tranqüilidade, com o pai presente se inicia o baby moon – a lua de mel com o bebe e a formação de uma nova família.
Janet Balaskas estará novamente no Brasil em Abril de 2012, dessa vez irá dar uma palestra dia 11 de Abril, das 20h às 22h – Auditório American Express - PUC RJ – Campus Gávea.
Pra comemorar a semana Mundial da Saúde, o Ministro da Saúde, Alexandre Padilha, esteve na Faculdade de Saúde Publica FSP-USP para dar uma palestra sobre as políticas públicas. Ele trouxe questões como: leito de urgência e emergência, leito de retaguarda, gestão do sistema do SUS, criação de índices regulatórios, sistemas de informação da saúde entre os estados, municípios e federação e o que realmente interessa a esse blog as questões da Saúde da Mulher.
Os destaques do início desse governo, nas questões da saúde da mulher são: as campanhas de câncer de mama de colo de útero e o programa Rede Cegonha de Assistência Pública a Gestante. O Ministro citou exemplos como: os mamógrafos, de São Paulo, operando 44% abaixo da sua capacidade e também a proposta de aumento significativo na disponibilidade de exames citológicos preventivos para câncer de colo de útero, principalmente na região nordeste.
A necessidade da humanização dos nascimentos também tem um papel de destaque, em vista dos resultados da pesquisa divulgada pela Fundação Perseu Abramo e pelo SESC. Cerca de 25% das mulheres que deram à luz em hospitais públicos ou privados relataram algum tipo de agressão no parto, praticada por profissionais de saúde, tipo: “Ah! Na hora de fazer vc não reclamou, então não grite pra parir”. Esses profissionais deveriam acolher a gestante e não expô-la a um viés discriminatório.
Nesse momento aplausos na platéia, em vista da quantidade de professores e alunos da faculdade de Obstetrícia da Each-USP e do departamento de Saúde Materna FSP além de muitas ativistas da humanização: Rehuna, Parto do Princípio, Mães da Pátria, Anep Brasil, Parto no Brasil .
A ativista do Deborah Delage, da Parto do Principio – Mulheres em Rede pela Maternidade Ativa, que também defende seu doutorado na FSP sobre os conflitos de interesse nas decisões por cesárea, fez um depoimento emocionado ao o Ministro da Saúde Alexandre Padilha.
“ Eu me sinto contemplada por toda demonstração que o Sr. fez de conhecimento e interesse da adversidade e Iniqüidades que as mulheres brasileiras sofrem todos os dias, num momento muito importante em suas vidas e quero fazer mais que um pedido:
“Sr. Ministro, ouça a voz das mulheres brasileiras!”
A gente precisa de uma prática comprometida com as evidências cientificas e que seja voltada pra garantir o êxito e bem estar das mulheres na hora do parto, pra isso a gente precisa de marcos regulatórios muito firmes do ponto de vista do Ministério da Saúde controlando as práticas feitas tanto no setor público como no setor privado.
Hoje, nós não temos controle algum dessas violências sofridas pela parturientes nos hospitais, citadas na pesquisa que o Sr. apresentou na sua fala, num momento tão importante na vida da mãe e do bebe.
E acho que um país melhor se constrói com práticas obstétricas que coloca a mulher como protagonista e com profissões que sejam voltadas para a quilo que acreditamos ser mudanças de paradigma.
Faço aqui nessa hora, um pedido que o ministério da Saúde estimule as vagas de empregos e a profissão, como o curso de obstetrícia aqui da USP leste, pra se fazer mudanças é necessário mudar o paradigma”.
Nesse momento a platéia veio abaixo com muitos aplausos.
O recado para o Ministro foi dado, a Deborah que na passeata pela Avenida Paulista mostrou que é uma mulher de peito na luta pela humanização do nascimento, na palestra do Ministro da Saúde ela mostrou a cara de um ativismo atuante.
O Movimento Mães da Pátria acredita na luta a favor de TODAS profissionais que se propõe a dedicar a vida a outra mulher na hora do nascimento e principalmente quando elas lutaram para entrar em um curso universitário destinado exclusivamente a atenção a gestação e parto.