Obstetriz na saúde da mulher


Cerca de 200 alunos defensores da profissão de obstetriz e da humanização do nascimento estiveram na porta da reitoria da USP, ( São Paulo) para protestar contra a redução do número de vagas e a extinção do vestibular para a formação da profissão de Obstetriz

A tendência do mercado é formar generalista e não especialista, a pressão do COFEN (Conselho Federal de Enfermagem) é que as futuras obstetrizes se formem como enfermeiras generalista e depois cursem um mestrado ou um ano a mais para se dedicarem a saúde e ao nascimento.

O curso de Obstetriz da USP também se propõe que essas profissionais sejam generalista mas em SAÚDE DA MULHER, esse curso da USP coloca a mulher no foco da formação,  favorece o estudo e a especialização com uma visão da saúde feminina no sentido total do seu gênero: –“A gente vê a mulher além da barriga” disse uma das alunas. Atender as mulheres, é atender a toda uma sociedade, é oferecer o melhor pra ela.

A situação do parto e nascimento é crítica no Brasil, os índices de cesáreas desnecessárias são abusivos. As narrativas de partos de mulheres que passaram pelo SUS, que estão na internet, são dolorosos e as soluções praticadas nos partos são obsoletas, muitas vezes as mulheres são largadas nos hospitais e partem para cesáreas desnecessárias.

A OMS (Organização Mundial de Saúde) defende as práticas das obstetrizes como modelo de atenção ao parto e ao nascimento.  Fora do Brasil, Europa, Canadá, Estado Unido África do Sul, existe formalmente a profissão de parteira (midwife). A USP  inovou, há alguns anos, reativou o curso que passou 30 anos desativado, algumas turmas já se formaram e agora a reitoria da USP não pode deixar  intimidar diante das pressões de classes, o vestibular para 2012 parece que já está cancelado, ainda a há dúvidas pra 2013.

A USP tem um papel  relevante de inovação na vanguarda científica desse país , e não pode abrir mão disso, a universidade tem que manter o curso porque ele segue um modelo de evidências científicas.

A USP tem que assumir o seu papel na responsabilidade das políticas sociais, as obstetrizes ocupam um lugar que está vazio dentro desse sistema, que é suprir a carência e abandono dessa gestante com o cuidado e as necessidades específicas. Um parto traumático resulta em problemas, emocionais, psicológicos, físicos para a mãe e o bebe,  No curso de Obstetriz da USP,  são formados profissionais pra trabalhar de forma interdisciplinar, eles somam esforços com os demais profissionais da saúde.

Não podemos voltar a andar na contra-mão da assistência a mulher.

“Querem acabar com o desenvolvimento da saúde da mulher no Brasil”

Apoiemos a manutenção da formação de Obstetriz na USP!


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This entry was published on 23/03/2010 at 14:20. It’s filed under Marchas e Passeatas, parteira and tagged , , , , , , , , , , . Bookmark the permalink. Follow any comments here with the RSS feed for this post.

12 thoughts on “Obstetriz na saúde da mulher

  1. Pingback: Curtinhas « ANEP Brasil

  2. Pingback: Obstetriz: a parteira do novo século « Confraria do Partejar

  3. Lindo. Não vamos deixar a peteca cair.

  4. Sonia on said:

    Adorie a reportagem e as fotos! No sábado vai ter mais?

  5. Luana de Miranda on said:

    Lindo movimento! Estou com vocês nessa, mulheres!
    Não merecemos ser tão maltratadas durante um momento tão lindo, que é o momento de dar a luz! De trazer um novo ser ao nosso mundo! Merecemos mais respeito!
    E essas pessoas que fazendo o curso, e que o desejam merecem apoio!!!

    Parabéns ao movimento!
    Estou acompanhando-o online!!!

  6. Que incongruência esse abre e fecha curso da USP.

    E que absurdo é ter de lutar pelo direito ao parto natural.

  7. Pingback: FORÇA Obstetriz, uma essência da profissão. « Mães da Pátria

  8. Bia, sou do grupo Ishtar Brasília e gostaria de usar uma das fotos, fazendo as devidas referências, para blogar o apoio a este movimento. Pode ser?

  9. ola, sou a mercia, do grupo reacanto mãe coruja da zona norte de são paulo, gostaria de saber se poderia usar uma das fotos, fazendo as devidas referências, para blogar o apoio a este movimento. Pode ser?

  10. Marina de Araújo on said:

    Estou orando a DEUS para este curso ser regularizado.
    Pois fui uma vitima quando fiquei largada em um hospital ha vinte e dois anos atraz e minha filha por conseguencia disto
    teve que ser tirada a ferro e até hoje traz consigo as marcas da desumanidade, pois ela ficou com trauma do parto
    estou apoiando de coração!

  11. gostria de sber mais sobre a humanizaçõa no parto , minha teze, no tcc …

  12. para mim o primordial , e irriquecedor para nós mulheres , esmos conseguindo nosso lugar de volta a sociedade…

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